Mostrando postagens com marcador eua. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eua. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Série: Os reflexos da crise dos EUA em SC (post 3)

Os entraves na indústria moveleira
A crise econômica dos Estados Unidos prejudicou vários setores de exportação, em Santa Catarina. Na indústria moveleira, duas fábricas fecharam as portas, algumas demitiram funcionários e outras paralisaram.

O pólo do setor está no Oeste do Estado. Antoninho Sartori, vice-presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) na região diz que a situação pode ficar ainda pior. Depois do agravamento da crise, em meados de 2007, segundo Sartori, o ramo amargou uma taxa de desemprego em cerca de 20%. Os mais prejudicados são os trabalhadores da linha de frente da produção, maioria sem capacitação. Entretanto, ressalta Sartori, para os qualificdos há vagas de trabalho no setor.

Com o constante derretimento do dólar frente ao Real, as fábricas moveleiras continuarão sofrendo perdas, enfatiza Sartori. Para se manterem, explica, terão que buscar outros mercados, como a Europa e a Ásia.

Clique aqui e ouça a íntegra da entrevista com Antoninho Sartori

terça-feira, 15 de abril de 2008

Etanol: o novo vilão


O mundo poder ter mais 100 milhões de pobres. E o culpado? O Etanol, segundo o Banco Mundial (BIRD) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). Isso mesmo, o combustível que o Lula quer transformar em commoditie (produto primário que tem cotação e padrão internacional) , e espera resolver as dores do mundo (emissão de gás carbônico e demanda energética).

O Bird e o FMI alegam que a inflação nos alimentos, 83% desde 2005, é gerada pela expansão da produção do Etanol, principalmente, a dos EUA e da Europa, à base de milho. Por enquanto, a brasileira ainda está na forma "correta" por ter a cana-de-açúcar como matéria-prima. A primeira quase não tem efeitos na redução de emissão do gases do efeito estufa, já a segunda tem uma forte contribuição na diminuição.

Entretanto, o dilema é o seguinte: Produtores estão usando terras para produzir milho (para o Etanol) que antes eram cultivadas na produção de alimentos. Assim, a oferta de subsídios agrícolas no mercado reduz e os preços elevam-se e entram em processo de inflação. Preços maiores, os consumidores com renda baixa começam a ter menos acesso à alimentação e ficam em estágio considerado de pobreza.

Mesmo com o alerta das autoridades financeiras mundiais, esse cenário não mudará. EUA e Europa precisam de uma alternativa energética para reduzir a dependência de petróleo e, até agora, só o Etanol pode fazer isso.


Supersimplificando
: Estão trocando a comida pelo dinheiro.


Foto: Kris (Creative Commons)

terça-feira, 8 de abril de 2008

Uma coisa leva a outra

E, em tempos de crise, a globalização da economia está provando isso. Até algumas décadas atrás, os problemas do crédito subprime no setor imobiliário dos EUA (aqueles com altos risco de calote, porém com juros maiores) não teriam efeitos em outros setores econômicos e países.

Entretanto, dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que, agora, com a economia mundial interligada, os prejuízos da crise norte-americana serão generalizados e pode chegar a R$ 1,8 trilhões. Ou seja, todos pagarão a presteza dos bancos americanos de "facilitar" empréstimos para pessoas com currículo devedor.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Recessão


É para esse caminho que a maior economia do mundo se dirige. Problemas de crédito levaram os Estados Unidos a uma redução da liquidez interna. O consumo está diminuindo. Isso pode (e deve) afetar a economia de outros países, principalmente, os emergentes. E é aí que entra o Brasil. Um dos maiores exportadores de commodities, como soja e minérios, pode ter um déficit nessas negociações. Ou seja, EUA consomem menos e, consequentemente, compram menos.

O mercado de capitais (principalmente a bolsa de valores) e o câmbio também são afetados com a crise norte-americana. O primeiro perde grande parte do dinheiro vindo de fora, pois os investidores estrangeiros têm que cobrir perdas em seus países e, assim, diminuem investimentos destinados ao Brasil. No câmbio, o Real valoriza frente ao Dólar porque a moeda está enfraquecida com a crise. Isso prejudica as exportações e favorece as importações: Para vender o lucro é menor para comprar o preço é menor.

Foto: Marya (Creative Commons)