sexta-feira, 11 de abril de 2008

A "desgraçada" voltou

Aquilo que o presidente Lula chama de desgraçada voltou a assombrar a economia brasileira: A inflação. O centro da meta para 2008 é de 4,5% e chegou a 4,73%, nos últimos 12 meses. Em março, o aumento foi de 0,48% (o maior número para o mês desde 2005). Esses dados mostram como os ortodoxos da política monetária, o Banco Central (BC), estavam corretos no alerta enfatizado na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom): O País vive uma inflação de demanda.

Isso ocorre quando o consumo é maior que a capacidade de produção. Os levantamentos mais recentes registram um aumento de 8% e 5% respectivamente. Se houver um considerável avanço nos investimentos nos próximos meses, essa pressão inflacionária pode ceder. Entretanto, até lá, a vacina para combater a "desgraçada" é elevar a Selic (taxa básica de juros). E o BC já deixou claro que pretende fazer isso no próximo encontro do Copom. Agora as especulações são em quanto será esse aumento.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Uma coisa leva a outra

E, em tempos de crise, a globalização da economia está provando isso. Até algumas décadas atrás, os problemas do crédito subprime no setor imobiliário dos EUA (aqueles com altos risco de calote, porém com juros maiores) não teriam efeitos em outros setores econômicos e países.

Entretanto, dados divulgados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) mostram que, agora, com a economia mundial interligada, os prejuízos da crise norte-americana serão generalizados e pode chegar a R$ 1,8 trilhões. Ou seja, todos pagarão a presteza dos bancos americanos de "facilitar" empréstimos para pessoas com currículo devedor.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Alguém não sabia?

Ele admitiu. Ben Bernanke (foto), presidente do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), falou em uma possível recessão econômica no país. Bernanke enfatizou que "as estimativas são de um pequeno crescimento, porém há uma chance de contração no primeiro semestre". As bolsas de valores e de mercados e futuros ao redor do mundo não ouviram com muito impacto esse discurso. Até porque, essa possível situação já era conhecida. E o Fed só estava esperando o momento certo para concordar com o resto.

Para o segundo semestre, os anseios são de melhoras, pois é quando aparecerão os efeitos dos cortes recentes da taxa básica de juros (hoje está 2,25%). Entretanto, o furacão ainda continua parado sobre a economia norte-americana, e, seguindo o exemplo do clima, ninguém prevê com certeza absoluta os próximos acontecimentos. O negócio é esperar os ventos abrandarem, e torcer para que as políticas monetárias adotadas pelo Fed dêem resultados.

Foto: Tom Leonard (Creative Commons)

terça-feira, 1 de abril de 2008

Os custos da facilidade

Os bancos, instituições que bateram recordes de lucro em 2007, anunciaram reajustes em tarifas. Tudo por conta das novas normas estipuladas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e regulamentadas pelo Banco Central, em dezembro (entram em vigor em 30 de abril).

O CMN quer facilitar a vida do consumidor. Limitou e padronizou serviços prestados pelas agências bancárias (facilita a comparação de preços). A conseqüência disso é diminuição de receitas. Então, para não perder essa fatia, os bancos anteciparam-se às medidas. O Safra, por exemplo, aumentou em 183,3% o preço de fornecimento do talão de cheque.

Supersimplificando: A autoridade monetária facilita procedimentos que eram confusos e complicados, e os bancos fazem os clientes pagarem por isso.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Aprenda a investir na bolsa

O site do Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) oferece o Curso Básico sobre o Mercado para quem tem interesse por investimentos em ações. São três módulos e ainda um teste para avaliar os conhecimentos aplicados.

Então, fica aí a dica para quem gosta desse tipo de aplicação financeira.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Recessão


É para esse caminho que a maior economia do mundo se dirige. Problemas de crédito levaram os Estados Unidos a uma redução da liquidez interna. O consumo está diminuindo. Isso pode (e deve) afetar a economia de outros países, principalmente, os emergentes. E é aí que entra o Brasil. Um dos maiores exportadores de commodities, como soja e minérios, pode ter um déficit nessas negociações. Ou seja, EUA consomem menos e, consequentemente, compram menos.

O mercado de capitais (principalmente a bolsa de valores) e o câmbio também são afetados com a crise norte-americana. O primeiro perde grande parte do dinheiro vindo de fora, pois os investidores estrangeiros têm que cobrir perdas em seus países e, assim, diminuem investimentos destinados ao Brasil. No câmbio, o Real valoriza frente ao Dólar porque a moeda está enfraquecida com a crise. Isso prejudica as exportações e favorece as importações: Para vender o lucro é menor para comprar o preço é menor.

Foto: Marya (Creative Commons)

quarta-feira, 12 de março de 2008

Conceito de economia

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Conversando sobre economia

A partir de hoje, este blog trará assuntos ligados à economia, na esfera da macro e da micro. Ou seja, debateremos como esse assunto afeta desde um país até a dona de casa.